97 views | Destaque | Atualizado em: 17/02/2017

Pais e alunas brigam em escola pública

Pais e alunas brigam em escola pública (Foto: Celso Rodrigues/Diário do Pará)

A lei do silêncio imperou na Escola Estadual Brigadeiro Fontenelle. Ninguém quis falar sobre a pancadaria entre as adolescentes e seus pais. (Foto: Celso Rodrigues)

Na porta da Escola Estadual Brigadeiro Fontenelle, no bairro da Terra Firme, há uma faixa que diz: Comunidade, Educação e Cidadania. No entanto, o lema do colégio foi deixado de lado na manhã de ontem, durante uma briga entre duas estudantes – uma de 17 e outra de 14 anos, que inclusive está grávida. A confusão envolveu os pais e foi filmada.

As adolescentes já tinham partido para as vias de fato dentro da unidade, onde os pais delas teriam sido chamados, mas, ao invés de apaziguar a situação e buscar medidas legais para resolver o caso, eles também partiram para a agressão. Uma confusão generalizada se formou na porta da escola e foi filmada por outros estudantes, que compartilharam os registros nas redes sociais.

O caso foi parar na Polícia. Os pais de uma das adolescentes envolvidas procuraram a Unidade Integrada do Pro Paz (Uipp) da Terra Firme para registrar o caso, mas foram encaminhados para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data). Os outros pais teriam ido registrar a ocorrência policial na Delegacia do Guamá.

Na próxima quarta-feira (22), as duas famílias deverão participar de uma audiência na UIPP Terra Firme.

A confusão aconteceu de manhã. À tarde, ninguém sabia informar como estavam as adolescentes – inclusive a que está grávida. Na escola, ninguém dava informação. Moradores vizinhos que presenciaram a confusão alegam que as adolescentes já vinham se agredindo desde a última terça-feira (14).

VÍDEO

O vídeo da confusão tem menos de um minuto de duração e mostra adultos e estudantes se espancando. Segundo testemunhas, os adultos que aparecem nas imagens são os pais e responsáveis pelas duas adolescentes em conflito.

Esses familiares teriam tentado resolver a briga com outra briga. “A confusão foi porque os pais da menina que apanhou foram bater na menina que agrediu. Uma espécie de justiça com as próprias mãos”, disse uma vizinha da escola que não quis se identificar.

O DIÁRIO solicitou um posicionamento da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para saber que medidas serão tomadas, mas não obteve resposta.

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