118 views | Destaque | Atualizado em: 06/01/2018

Pará fechou o ano passado com alta cobertura vacinal contra aftosa

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará) concluiu o relatório com o resultado da última campanha de vacinação contra febre aftosa, realizada em novembro de 2017 em todo o Estado. O Pará se manteve entre os estados brasileiros que tem maior cobertura vacinal, com a imunização de 7.907.328 bovinos e bubalinos, o que representa 98,07% do rebanho. Para permanecer como área livre de febre aftosa com vacinação, segundo meta exigida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o estados precisam ter um índice de no mínimo 90% de vacinação.

Nesta etapa foram vacinados apenas bovinos e bubalinos de 0 a 24 meses de idade, diferente da primeira etapa, realizada sempre no mês de maio, em que são vacinados todos os animais, independentemente da idade. Em todas as etapas realizadas no ano de 2017, a cobertura vacinal foi acima de 97%, algo que tem se mantido ao longo dos anos, desde a criação da Adepará.

Para o diretor geral do órgão estadual, Luiz Pinto, o sucesso da campanha de vacinação contra a aftosa deve-se ao trabalho institucional realizado pelo governo, ao compromisso dos produtores com a vacinação e ao empenho dos técnicos da Adepará. “Essa meta tem um grande significado para os criadores e para a população como um todo, comprovando mais uma vez que o rebanho paraense está imune e que vem sendo cumprida a meta preconizada pelo Ministério da Agricultura”, afirma.

Na avaliação do gerente do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa da Adepará, George Santos, o alcance de uma cobertura vacinal superior a 98%, demonstra que o produtor paraense está consciente da importância de manter o gado vacinado. “Tivemos 26 municípios que alcançaram 100% de vacinação na última campanha, o que demonstra o compromisso do produtor em manter a sanidade do seu rebanho”, destacou.

Ainda segundo George, a última etapa de vacinação foi bem aceita pelos produtores. “Como foram vacinados apenas os animais de 0 a 24 meses, os produtores tiveram uma economia de 60% com a compra das vacinas, já que os plantéis têm maioria de animais acima de 25 meses. Quando não for mais necessário vacinar, o produtor vai ser o maior beneficiado pelo cumprimento de todas as etapas de imunização, fundamentais para o alcance do status de livre da aftosa sem vacinação”, concluiu.

O criador que não vacinou e não declarou será notificado e autuado, ficando impedido de retirar a Guia de Trânsito Animal (GTA), circular e ou comercializar os animais até que a situação seja regularizada junto à Adepará.

Rebanho imunizado

O rebanho do Pará é o quinto maior do Brasil, com mais de 20 milhões de cabeças e, desde 2014, o estado é reconhecido pela OIE como área livre da febre aftosa com vacinação. Ainda em 2017 a Adepará deu início ao processo para se tornar área livre da doença sem vacinação até 2020, conforme o planejamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que prevê a retirada da vacina em todo o país. A meta é que até 2023 o Brasil conquiste o status de zona livre da aftosa sem vacinação.

Com o status de área livre da febre aftosa sem vacinação o Pará vai garantir a abertura de mercados em todo o mundo, já que a população paraense consome apenas 30% da carne bovina produzida no Estado, os outros 70% que sobram são destinados à exportação. Alguns países como o Japão tem regras muito rígidas com relação à importação de carne e não compram de países que ainda vacinam.

 Por: O Liberal

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