235 views | Notícias | Atualizado em: 21/12/2017

Pessoas com transtorno mental 

são as que mais desaparecem

Segundo a delegada titular da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, Maria Lúcia Santos, que trabalha diretamente com desaparecimentos de pessoas acima de 18 anos, os casos mais recorrentes são de pessoas que, como Thiago, têm algum transtorno psíquico ou deficiência. “Eu só trabalho com adultos desaparecidos e, no meu caso, os desaparecimentos estão muito ligados a problemas de saúde. Há o público de pessoas com depressão, esquizofrenia e doenças da idade, como o Alzheimer”, afirma. “A maioria dos casos são resolvidos, principalmente em relação a pessoas que têm algum transtorno. Muitas vezes eles estão na casa de parentes distantes, ou conseguem voltar quando recobram a memória”, esclarece.

De 2007 até 2016, 693.076 boletins de ocorrência foram registrados por desaparecimento em todo o país. Os dados inéditos foram compilados e divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo a análise, 190 pessoas, em média, desapareceram por dia nos últimos dez anos, o que dá um total de oito por hora. Durante os dez primeiros meses de 2017, em toda a Região Metropolitana de Belém (RMB), 151 casos de desaparecimento foram registrados. Do total, 122 foram resolvidos e 29 permanecem em aberto.

“É importante que, em todos os casos, as pessoas acionem a polícia de imediato. Se for adulto os familiares podem nos procurar diretamente ou fazer a ocorrência na delegacia do bairro onde mora, pois eles irão nos encaminhar as informações básicas. Assim que isso chega, a gente já faz a rede de busca e traça um perfil para a linha de investigação. É importante lembrar que cada caso é um caso”, orienta a delegada. “Anteriormente, pelos costumes, e não pela lei, a família esperava 24 ou 48 horas para registrar, mas isso não existe. Se a pessoa fugiu da rotina, demorou a voltar, já é um alarme. É ideal que os familiares liguem para os contatos próximos e, caso não encontrem, já pode fazer a ocorrência”, completa.

“O nosso primeiro ato, assim que feita a ocorrência, é verificar se o nome do desaparecido consta em hospitais públicos, ou prisão, serviços sociais, Instituto Médico Legal (IML), é um sistema sempre realizado por várias razões”, explica. “Assim que realizamos esse procedimento, a família também pode divulgar na imprensa, que é uma parceira nossa. O alcance acaba sendo muito maior, então sites e quadros de TV são essenciais para auxiliar o serviço da polícia”, afirma Maria Lúcia

Segundo especialistas de todo o mundo, pesquisas apontam que o ponto chave para entender e combater casos de desaparecimento são bancos de informações interligados, como o de hospitais, asilos, IML, serviços de verificação de óbito, entre outros.

Ana Cristina aproveita a oportunidade para fazer um apelo à população. “Qualquer informação que tenham sobre o Thiago, podem nos avisar, pois estamos de prontidão e torcendo para que papai do céu nos conceda esse presente de Natal”.

Por: O Liberal

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