438 views | Notícias | Atualizado em: 29/11/2017

Polícias Civil e Militar cumprem mandados em Capanema

As Polícias Civil e Militar deflagraram nesta quarta-feira, 29, a operação “Quem Dá Mais”, em Capanema, nordeste do Estado, para dar cumprimento a 18 mandados judiciais, dos quais dez de busca e apreensão, e oito de prisão preventiva e temporária, contra acusados de integrar um esquema de corrupção no município que envolvia a venda e a liberação ilegal de veículos apreendidos no Departamento Municipal de Trânsito (Demtran) mediante pagamento de propina, além de esquema para retirada de multas de forma ilegal por parte de alguns agentes. Foram presas sete pessoas – três guardas do Demtran de Capanema, dois policiais militares da ativa, um civil (não é policial) e um ex-secretário municipal de Segurança do Patrimônio Público de Capanema. Uma oitava pessoa está foragida.

A operação policial foi coordenada pela Superintendência Regional da Polícia Civil em Capanema, com atuação de 26 policiais civis de Unidades da 6ª Região Integrada de Segurança (6ª RISP); Grupo de Pronto-Emprego (GPE), Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), do Núcleo de Apoio à Investigação de Castanhal (NAI) e policiais militares da Corregedoria-Geral da PM. Os presos e as apreensões foram conduzidos para a sede da Superintendência em Capanema. O delegado Luciano Cunha, titular da Superintendência, explica que a operação foi deflagrada em decorrência de inquérito policial instaurado para apurar a venda ilegal de veículos – motos e carros – apreendidos no Demtran da cidade.

Conforme o delegado, houve casos em que os proprietários viram na rua seus veículos, que deveriam estar apreendidos no órgão municipal, trafegando pela cidade em posse de outra pessoas. Com as investigações, explica o delegado, foi possível apurar que os veículos apreendidos por irregularidades estavam sendo vendidos em leilões clandestinos ou eram liberados para os proprietários mediante pagamento de propina aos funcionários do órgão sem recolher as taxas obrigatórias ao Demtran.

O esquema foi denunciando na época da administração do então secretário municipal de Segurança de Patrimônio Público de Capanema, Alberto Freitas, que, na época, foi exonerado do cargo. As investigações apontaram o envolvimento de agentes de trânsito municipais e de PMs, além de civis que atuavam como intermediários na venda ilegal dos veículos apreendidos no Demtran.

Conforme o delegado Luciano Cunha, não é possível, no momento, aferir quantos veículos foram liberados ou vendidos de forma ilegal por meio do esquema, uma vez que as informações sobre os veículos eram retiradas do controle do Demtran de Capanema. Entre os materiais apreendidos estão documentos, equipamentos de informática e celulares. Duas motos que foram liberadas de forma irregular foram apreendidas durante a operação e levadas para a Superintendência da Polícia Civil de Capanema. A operação foi coordenada pela delegada Mikaela da Silva Ferreira, de Capanema, e delegado Gabriel Oliveira Batista, diretor do Núcleo de Apoio à Investigação de Castanhal. As investigações sobre a prática criminosa continuam.

 

Por: Polícia Civil

ÚLTIMOS POST's