77 views | Not-Geral | Atualizado em: 08/09/2017

Taxa de analfabetismo cai no Pará, diz IBGE

O Dia Mundial da Alfabetização é comemorado hoje. A data remete à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que em 2015 havia no Brasil, 12,9 milhões de analfabetos.  No Pará, o analfabetismo está se reduzindo desde 2011, quando o percentual de pessoas que não sabiam ler e nem escrever era de 10,6 por cento. Em 2015,  a Pnad revelou uma redução de 9,9%.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) trabalha em duas vertentes para reduzir esse indicador: uma é o Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) e a outra é o Programa Brasil Alfabetizado (Mova).

A taxa de analfabetismo é um dos fatores que exigem de todos os níveis de governo um esforço muito grande e no Pará a alfabetização é ponto de interesse do Programa de Melhoria da Qualidade e Expansão da Educação Básica, que a Seduc está implantando com recursos financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O foco na qualidade do ensino, sobretudo no primeiro ciclo escolar, quando ocorre a alfabetização, tem mobilizado os educadores da Seduc. No primeiro semestre deste ano, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Poranga Jucá, localizada no Distrito de Icoaraci, desenvolveu uma metodologia de alfabetização voltada pela temática da prevenção e combate ao trabalho infantil. A inovação foi motivada pelo projeto “Escravo, nem pensar!” do Ministério Público do Trabalho, em parceria com a Seduc.

Nesta escola, onde estudam 1.720 alunos, sendo 600 do Ensino Fundamental I e II, os alunos participaram de atividades sobre o tema “Trabalho Infantil: não precisamos brincar disso”, que inspirou discussões sobre a relação do trabalho infantil com o trabalho escravo e o analfabetismo – informou a diretora da escola, Áurea dos Santos. “Aprender sobre uma temática social possibilita uma alfabetização mais abrangente” disse a diretora.

A pedagoga Nazaré Vilhena, técnica da Diretoria de Educação Infantil e Fundamental (Deinf) da Seduc, diz que alfabetizar uma pessoa é “torná-la capaz de comunicar e se fazer comunicar, em qualquer situação social, por meio de qualquer linguagem”.

A Seduc desenvolve ações do Pnaic, e presta assessoramento às escolas municipais, por meio da Deinf, que atua na formação continuada de professores, coordenadores pedagógicos e de articuladores do Programa “Novo Mais Educação”, que faz parte do Pnaic.

De acordo com o Censo Escolar da Educação Básica, em 2016 foram atendidos na rede estadual 204.527 estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental; 34.048 alunos eram dos anos iniciais do EF (1º, 2º e 3º anos) – anos primordiais na alfabetização.

Números

Os dados da PNAD 2016 sobre analfabetismo no Brasil ainda não estão disponíveis; a previsão é que sejam divulgados em novembro próximo. Mas a PNAD 2015 dá um panorama que aponta redução do número de analfabetos. Na Região Norte, naquele ano, 9,1 por cento da população era de analfabetos.

No Pará, a população de 15 anos ou mais que não sabe ler e escrever vem se reduzindo desde 2011, quando chegou a 10,6 por cento; em 2015 baixou para 9,9 por cento, depois da taxa se manter na casa de dois dígitos até 2014.

“A queda desse indicador no Pará reflete o trabalho que estamos fazendo para mudar a qualidade da educação, de expandir a cobertura da educação básica e corrigir distorções da trajetória do aprendizado”, diz a Secretária de Educação, Ana Cláudia Serruya Hage.

Ela acrescenta que “não basta o esforço para alfabetizar crianças, sendo importante manter os estudantes na escola e fazer que completem todo o aprendizado básico. O abandono da escola é um desafio que mobiliza toda a Seduc, sendo um dos eixos do programa que estamos executando dentro do escopo do Pacto pela Educação”.

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